
Faz um tempo que a pergunta mudou de figura. Não é mais “a IA vai substituir o estrategista de marketing?” — é “por que times inteiros de execução estão descobrindo, com a IA, que nunca tiveram estratégia nenhuma por trás do que faziam?”
Isso porque ferramentas de geração de conteúdo, automação de mídia e análise preditiva são incansáveis em fazer exatamente o que pedem. O problema aparece quando o pedido em si nunca foi bem definido — e um copy gerado em três segundos só deixa mais visível a ausência de um posicionamento claro por trás dele.
O que a IA multiplica
Times que já tinham processo, persona bem definida e KPI de negócio conectado à comunicação viram a IA como um multiplicador: mais variação de criativo pra testar, mais velocidade de resposta a tendência, mais tempo do estrategista sobrando pra pensar em vez de operar planilha.
Times sem essa base viram outra coisa: um volume enorme de conteúdo tecnicamente correto e estrategicamente irrelevante. A ferramenta não erra a execução — ela apenas escala, com perfeição, um problema que já existia antes dela chegar.
A pergunta que vem antes da ferramenta
Na FlowMetrics, quando um projeto de automação começa, a primeira pergunta nunca é “qual ferramenta usar”. Antes disso, vale checar:
- O que a gente sabe, com dados, sobre o cliente do outro lado dessa mensagem?
- Essa automação está resolvendo um problema real ou só operacionalizando um chute?
- Se essa mensagem fosse escalada 10x mais rápido, isso seria bom ou pioraria o problema?
Sem essas respostas, qualquer automação só corre mais rápido em direção ao lugar errado.
A IA não cria estratégia. Ela revela, com uma velocidade brutal, se havia uma estratégia ali pra começar. Isso está deixando muita gente desconfortável — e deveria.
Renato Kunitaki, sócio-fundador da FlowMetrics
Talvez a pergunta mais honesta pra fazer antes de adotar qualquer nova ferramenta de IA não seja sobre a ferramenta. Seja sobre o que, exatamente, ela vai escalar — e se isso é algo que a marca realmente quer ver multiplicado.



